sábado, 29 de dezembro de 2007
reveillon
sábado, 22 de dezembro de 2007
24, 25, 26...
sábado, 15 de dezembro de 2007
Instrumentos
sábado, 8 de dezembro de 2007
Ah, o porvir...
O passar do tempo é natural e sabidamente das coisas mais intrigantes dessa nossa insignificante e preciosa vida. Em sua dialética entre pessimistas e otimistas pontos de vista de tudo se conclui. E o correr, em especial dos anos e décadas, é por vezes mal falado em exagero. Já se dissertou a morte, já chorou-se a perda e temeu-se o fim. A glória já foi conquistada, encontros cantados e previsto o estranho destino de tudo: o escombro de algo que já foi. Portanto, e como me enfadonha o repetitivo, proponho um outro inequívoco, o das possibilidades viáveis (não que seja eu o inventor disso, é apenas mais um algo sobre o que redijo). Me explico. A beleza de hoje se encontra em alguma parte entre o encantamento e a alegria que nos proporciona a arte do instante. Isso somando-se a nossa habilidade para percebê-la. E subtraindo-se o produto de outras desagradáveis condições à volta, por dentro e do sentimento. Além, é claro, do empurrão das escolhas, percebidas ou não. Tudo isso resulta na vida: a ávida vida presente. E tal momento é sempre tão somente o resultado a que se chegou dadas as possibilidades (olhe elas aí) vigentes. E assim sucessivamente. O que quero dizer com isso é que o amanhã se fará com as possibilidades do amanhã. Apenas com elas e, por favor, atente para o fato da impossibilidade delas hoje. Pense comigo. Há coisas (acontecimentos, experiências, vivências, descobertas, deleites...) que só chegarão ao status do possível no presente em algum amanhã. Essa é uma beleza da passagem do tempo. Esse é um presente que só nos será passado pelo futuro. Um pacote infinito de novas possibilidades a todo instante. É uma cartola de mágico a cada hora. Um livro por dia de novas histórias. Ah, o porvir... Há resultados aos quais só conseguiremos chegar com a alquimia dos elementos do amanhã. E que novos ingredientes serão? Encomendas, surpresas, enfim. Tomemos, por exemplo, a mim, há alguns minutos me caiu a possibilidade de um texto que nunca antes me havia ocorrido. E agora, só agora, a possibilidade de um satisfeito ponto final. Que nunca é tão final assim, afinal sempre lhe segue um depois com reticências...
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
sábado, 1 de dezembro de 2007
Pequeno Sertão: Anedotas
sábado, 17 de novembro de 2007
Benedito
sábado, 10 de novembro de 2007
Entreouvido no bar
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Bisconto
sábado, 3 de novembro de 2007
fumaça
sábado, 27 de outubro de 2007
VER-ME
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
keppler
Eu sempre soube que o mundo devia girar ao seu redor.
Então ponha o umbigo pra fora
e levante os braços, meu bem.
sábado, 20 de outubro de 2007
valsa em 2
sábado, 13 de outubro de 2007
tome
sábado, 6 de outubro de 2007
RODA
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
esquecimento
Pegou a bolsa e calçou os chinelos de borracha, bateu a porta, trancou. Depois, foram tomar um sorvete.
sábado, 29 de setembro de 2007
LUZ NEGRA
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
suor
sábado, 22 de setembro de 2007
poema nenhum
sábado, 15 de setembro de 2007
óbvio
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
souvenir
sábado, 8 de setembro de 2007
ainda
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
yup.
sábado, 1 de setembro de 2007
circunferência
sábado, 25 de agosto de 2007
Biografia Breve de um Morador da Estação
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
febril
sábado, 18 de agosto de 2007
manhã
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
carmen
Comendo carne se sentia melhor. Cravar os dentes e puxar, imaginar músculo se descolando do osso, as fibras, as cartilagem, a vida que passou por ali. Saber que o bicho viveu, respirou, olhou pra cima e foi feliz. De que outra forma se explicaria tal suculência. O amor pela vida deixa um cadáver suculento. E para não dizer que desta vida não se leva nada, acompanha fritas e arroz. Comendo carne afirmava: aqui houve vida. Esses vegetarianos são todos uns necrófilos.
sábado, 11 de agosto de 2007
Fico
Tudo bem, algo nesse nome "Fico" lhes deve estar causando estranhamento. Explico, vem de Francisco, mas por alguma razão até hoje desconhecida sua avó sempre lhe chamou assim. Como é diferente e soa engraçado, pegou o apelido.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
e tudo bem
e disse.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
rayito
sábado, 28 de julho de 2007
soprado por um pássaro:
quinta-feira, 26 de julho de 2007
broadway
sábado, 21 de julho de 2007
à segunda vista
quarta-feira, 18 de julho de 2007
veleiro
quinta-feira, 12 de julho de 2007
hai
sábado, 7 de julho de 2007
lembro
quinta-feira, 5 de julho de 2007
joaquim
sábado, 30 de junho de 2007
Tempo
quinta-feira, 28 de junho de 2007
niquel
sábado, 23 de junho de 2007
É...
- Shshsh... não enche! Quem é você pra me dizer qualquer coisa?! Oh Grande Poeta do Bar da Esquina da Desilusão. Me deixa ser feliz aqui no meu presente bom. Quem sabe eu não tampo o furo do seu futuro...
- ...
- Tenho que ir, uma voz me chama...
quinta-feira, 21 de junho de 2007
plonk.
sábado, 16 de junho de 2007
para uma tartaruga amarela
quinta-feira, 14 de junho de 2007
título
Estúpidos, estúpidos.
Já não era uma coisa à toa no segundo em que a fez chorar.
quinta-feira, 7 de junho de 2007
de raios, troncos e trovões
olha as árvores, de braços espalhados comos leques, parecem só casca.
só.
parece a pele de algum espirito que solidificou.
parecem tão plácidas, mas você já pensou em como um trovão seria se tivesse corpo?
mas, de quando em quando, há tempestades, e os espiritos dos antepassados descem á terra para lhes segurar as mãos.
Só uma vez, e depois nunca mais.
quinta-feira, 31 de maio de 2007
junina
só pra deixar alguém feliz.