Algumas decisões na vida a gente toma assim, como se estivesse escolhendo que poltrona sentar no ônibus quando não há nenhuma janela vaga. Foi desse jeito que Fico decidiu tomar café preto na padaria àquela manhã. Para ele, tomar cafezinho naquele copinho de vidro era também uma espécie de boemia. E ali, numa quase esquina de Copacabana tinha glamour equivalente ao das cigarrilhas daqueles filmes antigos. E chatos. Os humildes-velhinhos-íntimos-das-atendentes que perpassavam aos montes também lhe davam um sentido especial ao lugar. Estranho, mesmo. Talvez Fico visse incríveis experiências vividas se espremendo por entre as rugas e sorrisos dos simpáticos - alguns reclamões - grisalhos...
Tudo bem, algo nesse nome "Fico" lhes deve estar causando estranhamento. Explico, vem de Francisco, mas por alguma razão até hoje desconhecida sua avó sempre lhe chamou assim. Como é diferente e soa engraçado, pegou o apelido.
2 comentários:
"Fico" estarrecido com a beleza deste poema!!!
Gole generoso de lirismo!!
Abs, poeta!
REMO.
meigo!
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