O amor é um velho que se perdeu no caminho – falo de amor como quem discute o sexo dos anjos, eu, que pouco rocei a pele desse sentimento. Um presente que veio sem as pilhas no natal e nunca funcionou como devia, com que me divirto à força de faz-de-conta, de fazer voar num canto da sala, um brinquedo que eu tenho mas que não obedece o botão de liga. Nada a fazer senão admitir derrota ou fazer uma figa. Ou seguir vivendo com um errei na barriga.