Como o cervo que estaca no meio da rua, no centro geométrico, cujas juntas e ângulos solidificam no chão enquanto os faróis se aproximam. É assim. É pelo medo que a gente fica. A covardia com dedos frios enrodilhando o tornozelo. O medo é o que chamam de sensatez. São os 28 motivos que nos dão pra ficar. Pra não fazer o que seria justo e querido. E se? Melhor não. Racionalidade, a forma civilizada de fazer xixi na calça. E a coragem, bem, que seja atribuída às pessoas levianas, insensatas. Felizes. A gente fica porque tem medo. A gente vai porque quer.