sexta-feira, 12 de novembro de 2010

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Queria tatuar meus ossos, escrever cartas secretas aos médicos e a quem olhar para um eclipse usando minhas chapas de raio-x, arabescos onde um dia poderão se aninhar os vermes, instruções visíveis em caso de fratura exposta. Queria tatuar meus ossos, com corações e bandeiras e flores de marfim, trechos de livros, símbolos celtas, violinos, ovelhas e violões, pequenos experimentos em marchetaria.relevos apagados aos poucos, ao viver, desenhos que se desfazem em giz, quando a osteoporose chegar.