quinta-feira, 26 de julho de 2007

broadway

Cantando uma canção que não existe. Daí passa a existir, o que não faz dela menos triste. Vão surgindo por entre as ruas os violinistas, saxofonistas, violeiros e trompetistas pegando no ar meus do ré mis, soprando e tangendo e tocando o bis. Vamos indo, seguindo nessa procissão lúgubre, eu e a orquestra de fraque. Eu silencio o refrão, não vai bem com o meu sotaque. A orquestra ainda caminha comigo. Espera ainda um segundo ato. Flautistas e flautistas de hamelim, perseguindo o rato.

2 comentários:

R disse...

Genial - como sempre!!
Esbanjando lirismo!!

Bjs,
REMO.

Anônimo disse...

legal aqui, não conhecia!!!!!!!