quinta-feira, 28 de junho de 2007

niquel

Toda uma fábrica de coisas. Maquinas que abrem, fecham param, voltam a abrir. Fechar. Parar. De novo. De novo. De novo. Até o parafuso espanar, até máquina por máquina parar de abrir. E fechar. Entre as porcas e plainas de metal semi-abertas voa, voa o silêncio numa imitação eloqüente de vento. E as coisas já não se fazem.

2 comentários:

Leandro Jardim disse...

belo,
é disso mesmo que fala o vento!

R disse...

Seus textos me angustian de uma maneira particular e especialmente agradável!

Bjs,
REMO.