domingo, 24 de agosto de 2008

sunken

Eu sinto falta dele. O pensamento veio do nada, despontou duma corrente contrária que falava de plantas e canteiros entre as ruas da cidade. Ficou ecoando feito um tabefe, um peixe morto que caiu do céu. Era preciso encontrar outra coisa em que se pensar. Rápido. Quantas pessoas já tiveram um silêncio desconcertante consigo mesmas? Como sem querer tocar num tabu e a sala se virar pra você de repente. Como se eu tivesse chorado no seu casamento. Como se eu tivesse gargalhado no seu funeral.

4 comentários:

.mãos coloridas disse...

adoro as imagens.
lindo e forte.
um chêro.

Leandro Jardim disse...

adoro o chêro.
intenso e lírico.
uma imagem.

;)

R disse...

Definitivamente intenso.

Bjs,
REMO.

Yara Souza disse...

O silêncio desconcertante comigo mesma, meu funeral, rompido pela tua prosa.