quarta-feira, 27 de agosto de 2008

No dia - drops de arame farpado

No dia em que faz um ano que o amor da sua vida morreu, você pode ficar o dia todo de pijama de palhacinho, chorando e fungando, comendo sanduíches e falando com voz de bebê com os gatos. Você não precisa dizer nada, fazer nada, lincar nada, telefonar para ninguém, produzir nada. Faz um ano que ele morreu e não tem coisa alguma que importa ou faça sentido ou signifique.

4 comentários:

Verônica disse...

eu sento e choro com você. (mesmo cá longe)
beijo e colo.

R disse...

Cabe a nós fazer da dor sempre combustível da arte, né, Falzinha?!

Beijos carinhosos,
REMO.

Leandro Jardim disse...

uau, tristeza, lirismo e glicose: belo e doce, parabéns!

ah, parabéns também pela coluna da Cora Ronái de hoje no O Globo!

ah2, já estou com o "minúsculos assassinatos" em mãos, e gostando, quando eu ressucitar dele mando novas.

beiJardins

Yara Souza disse...

Triste e doce teu drops.
Deixa o gosto.
Gosto.