Enquanto encostava o meu queixo e a minha testa contra os ferros, a coluna bem torta para alcançar a altura correta. A luz se acendeu no fundo, para um olho só. Embaça, duplica e depois fica perfeita. Uma estrada sinuosa, um balão colorido, um céu azul. Foca no balãozinho. Obedeço. E agradeço. Em uma máquina dessas, imagina cada coisa que eles podiam nos obrigar a olhar. Dentes amarelos, splashes publicitários, um espelho,baratas com as perninhas para cima, mas em vez disso um balãozinho singelo. Não contenho o sorriso.
Agora já pode piscar.
Depois, uma porção de lágrimas quentes de belladonna, os contornos fogem como se deus (o grande colorista) tivesse esquecido que a gente deve pintar sempre para dentro das linhas. Isso eles fazem por gentileza. Para nada destruir o eco daquela última imagem de dentro da retina.
4 comentários:
todo lirismo de um exame de vista, hehe, genial... ah tivesse eu o poder de ver belo assim cada exame que a medicina moderna impõe... hehe
beijardins coloridos e borrados
Porra!! E vou dizer só "porra" mesmo que isso aqui tá qualquer coisa de.
Sem palavras!
Bjs,
REMO.
sempre fantástica.
me espanto com essa tua versatchiilidadzi.
lindo texto, bonita.
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