Não é preciso ser bom na hora, não é preciso sequer que seja meio bom. Basta que crie memórias, que seja matéria prima para imaginação fazer suas obras. Que é o que me sobra. Os círculos e as volutas e o castelos de cartas incertos e vacilantes. Pode ser pouco, pero é o bastante. Energia para a espera, a longa hibernação, La petite mort. Basta umas poucas imagens, recortadas para que eu possa montar ao meu bel-prazer em infinitas colagens, trocando a ordem das mãos, embaralhando as pernas, redobrando cuidados. Oh não, na hora não é preciso que seja bom.
Basta não ser perecível.
6 comentários:
[!]
Eu diria que "basta não ser perecível" (para poder viver nos corredores internos da imaginação e memória) e basta "não ser tão previsível" (para não destruir a expectativa do imaginário com repetições).
[!] 2
Bjs,
REMO.
c ta falando de sexo, menina
eu diria que basta ser. seja o que for. qualquer coisa. não importa. mas seja. intenso. eterno. infinito. ou breve. rápido. e raso.
Beijos!
ah, czarinilda querilda, ô coisica boa e triste!
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