segunda-feira, 15 de setembro de 2008

rehab.

o torpor. os efeitos se estendendo por horas depois da absorção daquela dose. os olhos fechados. o arrepio. o querer mais. a bad trip das questões que não passam pelo fino filtro frio das convenções morais.
a insônia. o girar da cama. o delírio.
o prenúncio do vício. os neurônios a mil sinapsando avais e recursos para a manutenção daquela onda eletromagnética de fechar os olhos.
no dia seguinte, a inexplicável calmaria. mas a certeza de que só dura alguns dias. até o corpo me pedir mais. me torturar com as câimbras da abstinência. se perder na leveza de ser um corpo sem o peso d'outro corpo.

3 comentários:

A czarina das quinquilharias disse...

e que te pese com os pés no chão,
enquanto dure.

Yara Souza disse...

A noite
banha fria a febre.
Os tecidos macios do tempo
enxugam o pranto, a pele.

O nascente sol
dissolve, antiácido,
no estômago,
a dor mal digerida.

Doses diárias de cura.

Camila disse...

multiplafonias no tacho
^^