sexta-feira, 5 de setembro de 2008

gastrite, caramelinhos e caraminholas

Desde que me cortaram o café, ando chupando caramelos. Não aqueles macios, prezo muito a amplidão de minha fala. Portanto prefiro as balas mais durinhas, estilo pastilha, que não grudam os dentes. Com isso tudo, o amargo tem esvaziado-se um tanto da minha palavra agora mais doce. Doce como pode um pranto evocar renovação. E açucarado como quem continua não suportando a falta de sabor. Desde que me cortaram a acidez também, ando com essas caraminholas na língua, tentando ainda afiá-la em cada sílaba.

4 comentários:

R disse...

E doce demais é coisa que azeda a gente, né?!

Sempre excelente, Jardinzinho!!

Abs,
REMO.

A czarina das quinquilharias disse...

e aquele sentimento na boca do estomago...

Yara Souza disse...

tua afiada sílaba
antiácida
desamarga

Lua disse...

essa gastrite tem rendido lindos escritos!