Eu vi o menino se debruçar através dos olhos do homem, a alegria de uma bobagem, uma alegria qualquer. Eu vi as coincidências armarem suas linhas pelos meus aposentos, as coincidências que ligam as angulosas geometrias dos lugares que a gente freqüenta. As coincidências que a gente inventa. Letras coloridas e orelhas de caderno. Pequenos infernos particulares. Nossos demônios, eles também precisam de lares. Eu vi as coincidências brandas ou assombrosas, escamosas ou divertidas. Vi nossas figuras no espelho, iguais, pero invertidas. Que é como é a minha imagem que tu guarda, miniatura de ponta cabeça na tua retina.Eu, que por ventura já fui a menina
dos teus olhos.
6 comentários:
invertida na retina
és a czarina
dos olhos
Nada como a delícia dos textos "czarinos"... rsrs!
Bjs,
REMO.
de infinita delicadeza.
linda.
porque é pupila
da pupila
é que brilha
sempre bom lê-la
beiJardins
Tu parece Raul Seixas (Eu vi...), misturada com platão (coincidências brandas...)... Eu gosto
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