era o crepúsculo. ela se emaranhava em um nó de dores e desejos. talvez o chamasse de saudade. mas era só o crepúsculo. alguns cientistas - ela havia lido certa vez - demonstraram que muito do que sentimos - aparentemente no âmago ou alma - é pura química corporal. e passou a pensar na paixão avassaladora como uma maldição, um ente cruel, um maligno alquimista de seu ser. mas era só o crepúsculo. nem ela, nem os tais cientistas - talvez alguns poetas apenas - entenderam o poder da meia luz a esvair-se. toda nostalgia-depressão-ou-mera-tristeza será sempre filha do assombro da hora em que o dia cede ao breu. até que a noite cai, esparramam-se letreiros, promessas e postes se acendem. enfim, a luz novamente, ainda que outra. e torna tudo mais fácil, mais indolor. ou pior, esperançoso. e depois a aurora.
(ispirado nesse texto de Jaque Lima:
http://jaque-lima.blogspot.com/2008/10/tarde-noite.html)
4 comentários:
porque ela sentia.
mesmo que desconhecia.
sabia.
era saudade.
era tristeza.
era a falta dele.
ou dela mesma.
não importava o que dissessem.
nem o que fizessem.
ela apenas sentia.
P.S: adorei a tal intertextualidade. inspiração. obrigado pela homenagem. porque é assim que vejo.
Até mais. Beijos!
Profundo.
Ambos.
Beijo grande
bem construído, delicinha deler.
:*
Engraçado... lendo o texto a todo momento visualizava o universo...
Abs,
REMO.
Postar um comentário