Tua memória tem desbotado tanto. Já está nos últimos tons de rosa e não demora a sumir. Teu rosto é uma nódoa removível com água morna e sabão sapóleo. Tudo quase bolha e espuma. Tudo indo longínquo na bruma. O pergaminho se esgarça, da próxima vez se imprima em pedra. Em mim. Que daí já nem com areia. Que nem esfregando com força e tempo. Que a imagem se deforma, mas não vai. Pra não depender de nenhuma das cores do espectro. Pra nunca deixar
De me assombrar.
4 comentários:
Incrível! Triste, sim, mas de lirismo imenso. Perfeitamente digno da pena de uma certa Czarina!
beiJardins
Triste, doído e de uma beleza e delicadeza e riqueza de imagens e sutilezas invejáveis!
Coisa de Czarina mesmo!!
Bjs,
REMO.
Sempre visito, nunca comento, mas dessa vez preciso dizer: perfeito! Muito bonito e delicado. Obrigada a todos vocês, por dividirem as histórias.
Absolutamente, lindo.
encantou-me.
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