domingo, 26 de abril de 2009
Se eu falo de amor é por pobreza de espírito, é mendicância intelectual. É falta de crivo, é pouca leitura de jornal. Se eu falo de amor é por estar indisposta, por ser absolutamente banal; é por não pensar noutra coisa, é por loucura informal. Meu coração é feijão com arroz, repetitivo que só. Bate por insistência, desconfio que seja por dó. Meu coração funciona aos trancos, deve ser perrengue no miocárdio. Se eu falo de amor é por luxo, é para exercitar o músculo e é um exercício árduo. Se eu falo de amor é que eu torço: assim quem sabe eu não ouço aquilo que eu não falo.
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6 comentários:
ah, essas belezuras tristonhas...
"tenho medo de dizer porque no momento em que eu tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo".
(da bela Clarice, é claro)
Achei que combinava com o post - que tb é belo.
:o)
Às vezes, amor também rima com dor, ou com cor, ou com caraminholas!!! Seguimos e vivemos, sedentos ou enfastiados de vida, de sangue, de calor. De amor, de poesia. Beijos pintados!
Adoro quem usa a palavra "perrengue" com maestria, hehehehe.
Porra! Eu ainda não tinha o C&C lá n'A Máfia do meu blog... já incluí na letra "C", ok?
Atualizem mais aqui!
BEIJÃO!
é Encantador!
Ola! Postei no meu blog uma postagem sua com os devidos creditos, encaminhamentos etc e tal para quem passar por lá poder vir aqui na fonte. Fiz isso porque no dia em que conheci seu blog aconteceu um fato muito engraçado que tem tudo a ver com farolete..mas depois que coloquei fiquei preocupada de ter siso indelicada em nào ter pedido antes. Eis o pedido agora. se quiser dar uma olhadinha esta no almasimpossiveis. Abc,
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