quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
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Pobre de mim: faz tanto tempo. Se fosse fazer poesia dizia que o calendário é como dente-de-leão. Sopra um vento e leva tudo embora. Não adianta de nada tentar parar o vento lá fora. Mas é como se não passasse, existem lugares onde o tempo pára e estanca. Porque se repete. E se repete. Como o coração que se perde nas selvas porque anda em círculos. Ou porque uma vez chegados, os corações nunca esquecem o caminho. Pobre de mim, faz tanto tempo. Se eu me conhecesse hoje eu me estranharia. Eu, que tinha tanta vergonha de escrever de amor.
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4 comentários:
eu devo ter pensado uns cinco 'muito bom' pra cada frase.
enfim, muito bom! :) exatamente toda a glicose que disseram na comunidade da revista piauí.
num tópico recomendando blogs. mais especificamente, aqui: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=20762206&tid=2535040966876599338&start=1
;*
tão bonitristinho...
Faço coro com deh gouthier acima:
o sublime a cada frase!
Czarina é a concretude da perfeição!
Bjs,
REMO.
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